Formas de Falar das Mães dos Mineiros Enquanto Esperam que seus Filhos Saiam à Superfície

O espetáculo Formas de falar das mães dos mineiros enquanto esperam que seus filhos saiam à superfície volta a cartaz a partir do dia 05 de junho, com apresentações às quartas-feiras no Teatro de Arena.

 

Com dramaturgia de Daniel Veronese, um dos encenadores de maior reconhecimento do teatro contemporâneo argentino, o espetáculo propõe uma parábola da violência e do poder.

 

Um escritório, ao fundo a entrada de uma mina de carvão. Guterrez e sua secretária recebem Isabel, mulher de 60 anos, que veio à empresa respondendo a uma notificação. Ao revelar que busca seu filho, Luiz, desaparecido há 12 anos na empresa, estranhos acontecimentos levam Isabel a confundir seu desejo com a realidade.

 

Formas de falar das mães dos mineiros enquanto esperam que seus filhos saiam à superfície faz clara referência à obra do escritor húngaro Franz Kafka na construção de um ambiente em que a onipotência e arbitrariedade da instituição se sobrepõe ao indivíduo indefeso.

 

No elenco, a experiente Nena Ainhoren vive Isabel, personagem que busca o reencontro com seu filho, Dionísio Farias vive Guterrez e Morgana Rosa sua secretária. Breno Ketzer Saul dirige a encenação que investe na teatralidade da atmosfera labiríntica proposta pelo dramaturgo. A montagem conta com cenografia de Rodrigo Lopes e figurinos e adereços assinados por Rô Cortinhas e Adalberto Almeida.

 

As apresentações ocorrem às 20h nos dias 05, 12, 19 e 26 de junho. (quartas-feiras)

Os ingressos antecipados custam R$ 25,00 através do site entreatosdivulga.com.br.

Nos dias de apresentação, custam R$ 30,00, à venda na bilheteria do teatro a partir das 19h, com desconto para idosos, estudantes e classe artística.

Mais informações brenoketzersaul@gmail.com | www.projetoformasdefalar.com

 

 

Sinopse

“Formas de falar das mães dos mineiros enquanto esperam que seus filhos saiam à superfície” é uma obra do dramaturgo argentino Daniel Veronese. Nela acompanhamos a chegada de Isabel, mulher de 60 anos, a um escritório respondendo a uma notificação. Recebida por Guterrez e sua secretária, ambos empregados, Isabel percebe e estranha a entrada de uma mina de carvão ao fundo do amplo e vazio escritório. À espera de atendimento, Isabel vê-se envolvida em uma série de perguntas revelando estar em busca de seu filho desaparecido há 12 anos na mina. A espera persiste e o interesse dos interrogadores levam Isabel ao constrangimento. A situação de Isabel se torna interminável, labiríntica, ligações telefônicas supostamente comunicando com o interior da mina geram expectativas alimentando suas esperanças. Isabel recebe remédios, reencontra sua doutora, é assediada por um antigo funcionário, conhece a improvável noiva de seu filho, tem a impressão de rever seu falecido marido, e por fim, já no limite de suas forças, vê-se frente ao seu filho cercada de incertezas.  Isabel vai ao fundo crendo naquilo que sempre lhe foi mais valioso.

 

Indicação - Livre

Duração: 65 minutos

 

Ficha técnica

Dramaturgia: Daniel Veronese

Direção: Breno Ketzer

Elenco: Nena Ainhoren como Isabel

             Morgana Rosa como Secretária

             Dionísio Farias como Homem

Cenografia: Rodrigo Lopes

Figurinos e Adereços: Rô Cortinhas

Adereços Extras: Adalberto Almeida

Iluminação: Edgar José Alves da Silva

Fotografias: Fernanda Chemale

Ingressos:

Os ingressos custam R$ 30,00 inteira e R$15,00 para idosos, estudantes e classe artística no dia da apresentação na bilheteria do teatro que abre uma hora antes do espetáculo.

Ingressos antecipados: https://www.entreatosdivulga.com.br/

Inteira R$ 25,00 / Meia R$ 12,50

 

 

Breve currículo dos integrantes

Daniel Veronese- autor

Autor e diretor teatral que a partir de oficinas de dramaturgia com Mauricio Kartun cria em 1989 cria o grupo de teatro “El Periférico de Objetos com o qual realizou várias montagens. Curador das 3 primeiras edições do Festival de teatro e dança de Buenos Aires, em 1999, 2001 e 2003. Autor de obras como “ La muerte de Marguerite Duras, Mujeres Soñaron Caballos, Open House, La Forma que de Despliega, El Hombre que se ahoga (versão das Três irmãs de Tchecov), Espia uma mujer que se mata (versão de Tio Vânia de Tchecov). Tem inúmeras participações em festivais internacionais sendo considerado um dos dramaturgos e diretor de maior reconhecimento do teatro contemporâneo argentino.

 

Nena Ainhoren- atriz

Atriz graduada em artes cênicas pela UFRGS com grande experiência em teatro, cinema e televisão. Participou de montagens teatrais como; "A Noite dos Assassinos" de José Triana com direção de Paulo Albuquerque; "Dona Otília Lamenta Muito" de Vera Karan, direção de Mauro Soares; "Cabaré Valentin" de Karl Valentin, direção de Buza Ferraz.

No Teatro de Arena de Porto Alegre atuou entre outros espetáculos em Mockinpott de Peter Weiss, 1975 e A Onça e o Bode de Cleber Ribeiro Fernandes. Em 1992, com “Quem sabe a gente continua amanhã?” também no Teatro de Arena. Nena Ainhoren também possui grande experiência com ministrante de oficinas de teatro e projetos de formação.

 

Morgana Rosa

Formada em Teatro: Licenciatura - UERGS. Participou do projeto Transeuntes coordenado pela Prof. Me. Sílvia Lopes. Membro do Grupo Internacional de Pesquisa em Teatro Fio dos Ventos - Brasil/ Itália, dirigido por Lina Della Rocca, onde desenvolve um treino físico oriundo do Grupo Internacional A Ponte dos Ventos - Dinamarca. Como atriz destacam-se suas atuações em  O que deixamos de falar 2018 premiada como Melhor atriz no Festival de Artes Cênicas de Conselheiro Lafaiete - MG e Pequenas Coisas, 2015 ; Vira & Revira: Na cozinha tudo vira poesia 2017, Burlesque 2016 - Sociedade Aliança - NH, ambos espetáculos com direção de Juliano Canal; A Menina e a Cidade, 2015 direção de Marcelo Bulgarelli; O que seria do Vermelho se não fosse o Azul, 2010), direção de Roberto Oliveira e A Farsa do Panelada, 2008 direção de Viviane Dutra.

 

Dionísio Farias-ator

É ator de teatro e cinema tendo participado de espetáculos como “Terror e Miséria no Terceiro Reich”, de Bertolt Brecht, 2012, “A Gaivota”, de Anton Tchekhov,2013, ambos com direção de Zé Adão Barbosa, Graça Nunes e Carlota Albuquerque, além de “O Apanhador”, musical livremente inspirado no livro “O Apanhador no Campo de Centeio”, de J. D. Salinger, direção: Zé Adão Barbosa, Carlota Albuquerque, Larissa Sanguiné e Fernanda Petit em 2013. Também atuou em “Teatro é Sempre Arena”compilação de textos e adaptações dramatúrgicas de Jorge Rein com direção de Breno Ketzer por ocasião das comemorações dos 50 anos do Teatro de Arena de Porto Alegre em 2018.

 

Breno Ketzer Saul - Direção

Atualmente cursa pós graduação no programa de Artes Cênicas da UFRGS tendo participado de diversos projetos de criação e montagem de espetáculos como ator, diretor, sonoplasta e iluminador. Entre eles “A Tempestade” com direção

de Luiz Paulo Vasconcellos, 1988; "Kalldewey, a farsa do convidado obsceno” direção de Maria Helena Lopes, 1992; “Hamlet”, direção de Luciano Alabarse, 2007. Sua mais recente atuação no teatro foi como diretor no espetáculo “Teatro é sempre Arena” em 2018.  Atua como gestor cultural da Secretaria da Cultura de Porto Alegre.

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