Instituto Ling apresenta exposição Walmor Corrêa e Sporophila beltoni

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O Instituto Ling apresenta a exposição Walmor Corrêa e Sporophila Beltoni, do artista catarinense radicado em São Paulo, Walmor Corrêa. Com curadoria de Paulo Myada, a exposição traz 17 obras - entre pinturas, desenhos, fotografias, mapas, vídeo e outros objetos - que tratam de explorar artisticamente o reconhecimento e a identidade de uma espécie de pássaro brasileiro que só recentemente foi catalogada: a Sporophila beltoni, conhecida popularmente como patativa-tropeira.

 

Por ocasião da abertura da exposição, na terça-feira, 7 de agosto, às 19h, o artista e o curador farão uma conversa aberta com o público. A entrada é franca, por ordem de chegada.

Duas obras que estarão na exposição são inéditas: um vídeo - em que o artista explica o projeto (acesse aqui: https://vimeo.com/280806802/03504cdeea) e uma pintura, intitulada Paisagem Distorcida - em que o artista retrata uma paisagem sob o ponto de vista da própria patativa-tropeira.

 

Fascinado por ornitologia - o estudo das aves, em 2014 Walmor foi convidado a apresentar um projeto de pesquisa para uma residência financiada pelo Instituto Smithsonian, nos EUA. A residência possibilitou que o artista investigasse os arquivos do Museu de História Natural de Washington. A intenção era realizar um projeto que percorresse o caminho inverso da vida de uma das principais referências no estudo ornitológico brasileiro, William Belton (1914-2009), responsável por registrar milhares de pássaros brasileiros que, até então, eram desconhecidos. Na insistência de abrir arquivos, Walmor encontrou uma ave empalhada em 1820, uma Sporophila brasileira, perdida no fundo de uma gaveta, junto a outros espécimes latino-americanos. Era uma Sporophila beltoni, assim batizada em homenagem ao ornitólogo que Walmor tanto admira.

 

"Daí em diante, o trabalho de Walmor Corrêa concentrou-se em buscar maneiras de forjar reconhecimento e identidade para esse ser que vivia anônimo e foi morto para fazer parte do saber científico, que, então, o abandonou indigente e sozinho", afirma Paulo Myada em seu texto curatorial. "Certidão de nascimento, carteira de identidade e passaporte são alguns dos papéis que o artista aprendeu a solicitar e produzir a fim de dar fé da existência do pássaro. Como um conjunto, a exposição atesta a empatia possível do artista com o pássaro e deles conosco, que descobrimos, de um só fôlego, ter sido encontrado algo que não sabíamos estar perdido", completa o curador.

 

Um dos artistas contemporâneos mais reconhecidos no Brasil e no exterior, Walmor Corrêa (1962) tem grande interesse por anatomia e História Natural desde a infância, quando se apaixonou por dissecações e desenhos de Leonardo Da Vinci. Já estudou taxidermia e fisiologia para criar animais fantásticos e híbridos que, à primeira vista, poderiam ser reais. Dessa forma, suas criações provocam uma reflexão sobre os limites entre o real e o imaginário, a arte e a ciência, trazendo novas perspectivas sobre o olhar dos primeiros viajantes da época colonial e pesquisadores da história natural brasileira, além de estudos minuciosos da anatomia de seres imaginários do folclore.

 

A exposição é organizada pelo Instituto Ling com patrocínio da Crown Embalagens e realização do Ministério da Cultura / Governo Federal.

 

Serviço:

 

O Que: Exposição Walmor Corrêa e Sporophila beltoni.
Abertura: 7 de agosto, às 19h. Na ocasião, o artista e o curador farão uma conversa aberta ao público sobre a exposição
Período de visitação: de 7 de agosto a 1 de novembro de 2018
Onde: Galeria do Instituto Ling
End.: Rua João Caetano, 440 | Bairro Três Figueiras.
Horário: de segunda a sexta, das 10h30min às 22h e sábados, das 10h30min às 20h
Quanto: Entrada Franca

 

Agendamento grupos e escolas: solicitações pelo email educativo@institutoling.org.br ou pelo fone (51) 3533-5700

https://www.institutoling.org.br/exposicoes/walmor-correa-e-sporophila-beltoni.html

Fone: 51 3533-5700 | Email: instituto.ling@institutoling.org.br

 
Sobre o artista

 

Walmor Corrêa vive e trabalha atualmente em São Paulo. Ao longo de sua carreira, participou de exposições em diversos países como Estados Unidos, Alemanha, Espanha, Argentina, Chile e Uruguai, dentre as quais, destacam-se: XXVI Bienal Internacional de São Paulo; VII Bienal do Mercosul; Panorama da Arte Brasileira no Museu de Arte Moderna de São Paulo; Metamorfoses e Heterogonia - Projeto Site Specific - Museu de Arte Moderna de São Paulo; Os Trópicos - Visões a partir do Centro do Globo - Centro Cultural Banco do Brasil, Brasília (DF); Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro (RJ); Martin-Gropius-Bau, Berlim, Alemanha; Iziko South African National Gallery, Cidade do Cabo, África do Sul; Cryptozoology - Out of Time Place Scale - Bates College Museum of Art, Lewinston, Estados Unidos; e H&R Block Artspace, Kansas City Art Institute, Missouri, Estados Unidos. Em 2015, lançou uma publicação intitulada O Estranho Assimilado, com textos que analisam sua obra por Fernando Cocchiarale, Maria de Fátima Costa, Mônica Zielinsky, Paula Ramos, Francisco Marshall e Tadeu Chiarelli. Recentemente, a convite do Sesc Pompéia de São Paulo, apresentou a instalação sobre a vida de Lina Bo Bardi e, em 2017, um solo project com a Artur Fidalgo Galeria na Feira de Arte Internacional do Rio de Janeiro.

 

Sobre o curador

 

Paulo Myada (São Paulo, 1985) é curador e pesquisador de arte contemporânea. Possui mestrado em História da Arquitetura e Urbanismo pela FAU - USP, onde também realizou sua graduação. É curador do Instituto Tomie Ohtake, onde coordena o Núcleo de Pesquisa e Curadoria e co-coordena o programa de cursos da Escola Entrópica. Foi assistente de curadoria da 29ª Bienal de São Paulo (2010), integrou a equipe curatorial do Rumos Artes Visuais do Itaú Cultural (2011-2013) e foi curador adjunto do 34º Panorama da Arte Brasileira do MAM-SP (2015).

 

Sobre o Instituto Ling

 

Criado e mantido pela família Ling desde 1995, o Instituto Ling é uma instituição sem fins lucrativos voltada para a transformação da sociedade através da educação e da cultura.

O Instituto Ling atua em três segmentos: Educação, Cultura e Saúde. Sua missão é promover o desenvolvimento humano e a evolução da sociedade através da disseminação de diferentes formas do conhecimento, da liberdade de pensamento, da valorização da cultura e da saúde. A abertura de seu Centro Cultural em Porto Alegre, no ano de 2014, ampliou e solidificou a atuação do Instituto, firmando-o como centro de referência na disseminação do conhecimento e do livre- pensar, fomentador da educação de excelência em seus múltiplos formatos e provedor de serviços e produtos culturais diferenciados, com elevado padrão de qualidade e estética.

 

Na área da saúde, o Instituto Ling estabeleceu parceria com o Hospital Moinhos de Vento, em 2015, para a implantação de um centro de referência no tratamento do câncer em Porto Alegre.

A família Ling, mantenedora do Instituto, é proprietária da "holding company" Évora. O grupo empresarial produz e comercializa latas de alumínio para bebidas, não-tecidos de polipropileno (usados principalmente na produção de descartáveis higiênicos) e tampas plásticas para bebidas e produtos de higiene e beleza.

 

www.institutoling.org.br


*crédito da foto: Divulgação.

 

 

 


 

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