Fim de semana na Fundação Iberê Camargo

Salve amigos PoaCult,

 

Nos dias 18 e 19/11, sábado e domingo, a Fundação Iberê Camargo abre das 15h às 20h para visitação de duas exposições que tem como tema o Rio de Janeiro: Sombras no Sol e Vivemos na Melhor Cidade da América do Sul. No domingo também acontece mais uma edição do Cine Iberê, dessa vez com sessão comentada do filme Assuntina das Amérikas, de Luiz Rosemberg Filho. O convidado é o cineasta, jornalista e programador de cinema Leonardo Bomfim Pedrosa. Ainda no domingo, a Rádio Unisinos FM 103.3 comanda a música no fim de tarde, com o programa #músicamudatudo - Rádio Unisinos na Iberê, trazendo ao público ao público os ritmos da Tropicália e da MPB, numa referência ao tema da exposições em cartaz. 

 

A mostra Sombras no Sol traz 41 peças do acervo - entre pinturas, desenhos, gravuras e documentos - de Iberê Camargo que retratam sua visão sobre a "Cidade Maravilhosa", onde morou por 40 anos, apontando para uma paisagem muitas vezes vazia e melancólica, nublada - distante do sol e das cores tropicais. Com curadoria de Eduardo Haesbaert e Gustavo Possamai, a mostra exibe, ainda, um conjunto de documentos que registram a censura a uma de suas obras durante o V Salão Nacional de Arte Moderna, em 1956, no Rio de Janeiro. "Importante trazer à visibilidade e ao debate público o registro de momentos sombrios que apresentam tanta relação com os dias atuais, uma vez que Iberê os vivenciou com resistência, em defesa da arte, do diálogo e do respeito, aspectos tão fundamentais à liberdade de expressão", dizem os curadores.

 

A exposição Vivemos na melhor cidade da América do Sul, apresenta pinturas, esculturas, fotografias, instalações, vídeos e performances de 28 artistas brasileiros referenciais, como Alair Gomes, Beto Shwafaty, Carlos Vergara, Guga Ferraz, Hélio Oiticica, Iberê Camargo, Maria Sabato, Mario Testino e Rosângela Rennó, entre outros. A mostra, com curadoria de Bernardo José de Souza e Victor Gorgulho, a mostra parte da canção Baby, de Caetano Veloso, para investigar noções contraditórias de tropicalidade, identidade nacional, corpo e violência, e analisa a paisagem estética e política do Rio de Janeiro para lançar uma mirada crítica sobre o Brasil.

 

No domingo, 19/11, a partir das 16h, a programação do Cine Iberê apresenta o filme Assuntina das Amérikas (1976), de Luiz Rosemberg Filho, em sessão comentada pelo cineasta, jornalista e programador da Cinemateca Capitólio, Leonardo Bomfim Pedrosa.

Assuntina das Amérikas  é uma comédia musical sobre uma prostituta que quer ser atriz, retratada em um período de 24 horas, na cidade do Rio de Janeiro. Desde o momento em que acorda até o fim da noite, ela vive situações limites que a fazem refletir sobre os turbulentos anos 1970. Para o diretor Luiz Rosemberg Filho, "esse filme nada mais é do que um momento de reflexão, uma reflexão crítica dos anos 70, uma imagem perdida, uma definição da imagem, uma imagem cósmica frente ao sistema de imagens fabricadas. Uma imagem fabricada é igual a centenas de pessoas que vivem enganadas pela realidade. A realidade da imagem. O som é uma imagem auditiva. Já o supermercado é uma imagem falsa do progresso. Vocês vivem 24h as imagens falsas e contraditórias do sistema de supermercado".

 

Com mais de 50 anos de trajetória, o cineasta carioca Luiz Rosemberg Filho é um dos expoentes do cinema de invenção junto com Rogério Sganzerla, Júlio Bressane e Andrea Tonacci. Realizador de cinema de vanguarda, experimental e político, entre suas obras destacam-se Jardim das Espumas (1970), Imagens (1972), Crônica de um industrial (1978), O Santo e a Vedete (1982). Suas mais recentes produções são Dois casamentos (2014) e Guerra do Paraguay (2016). Ganhou retrospectivas de sua obra no Brasil (2015), no Chile (2017) e no México (2017).

Leonardo Bomfim Pedrosa é jornalista e Mestre em Comunicação Social (PUCRS), membro da Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul (ACCIRS) e curador das mostras Cinema Marginal e Cinema Black, realizadas na Sala P.F. Gastal. É diretor do documentário Nas paredes da pedra encantada (2011) e publicou artigos nas revistas Teorema, Norte, Noize e nos sites Senhor F, Fronteiras do Pensamento e Rock Press. Atualmente é programador de cinema da Cinemateca Capitólio Petrobras.

 

O filme integra o programa Tabu | Éden | Quimera - atividade cinematográfica paralela às exposições Vivemos na melhor cidade da América do Sul e Sombras no Sol, com curadoria de Marta Biavaschi. Será exibido em sessão única e gratuita. Classificação indicativa 18 anos.

 

Ainda no domingo, a partir das ocorre mais uma edição do #músicamudatudo - Rádio Unisinos na Iberê, uma parceria entre a Fundação Iberê Camargo e a Rádio Unisinos.fm 103.3. Com coordenação do DJ e jornalista Porã e participação dos DJs Geraldo Oliveira e Rodrigo Brandão, que comandam o programa Grave & Groove, a programação traz ao público ritmos da Tropicália, MPB e outras referências ligadas às exposições em cartaz.

 

A Fundação Iberê Camargo tem o patrocínio de Banco Agiplan, Gerdau, CPFL Energia, Grupo GPS, Banrisul, Banco Votorantim, DLL Group e BTG Pactual, com realização e financiamento do Ministério da Cultura / Governo Federal.

 

A exposição Vivemos Na Melhor Cidade da América do Sul tem o patrocínio de Farm Rio e Baldo S/A.

 

Serviço:

 

O Que: Fim de semana na Fundação Iberê Camargo - programação
Quando:
* Sábado, dia 10/11
Das 15h às 20h - visitação às exposições Sombras no Sol e Vivemos na Melhor Cidade da América do Sul
 
* Domingo, dia 11/11
Das 15h às 20h - visitação às exposições
16h - Cine Iberê - Assuntina das Amérikas (Luiz Rosemberg Filho, 1h37min,1976, Brasil). Sessão comentada com Leonardo Bonfim Pedrosa. Local: Auditório BTG Pactual. Classificação indicativa: 18 anos

Das 17h às 20h - #músicamudatudo - Rádio Unisinos na Iberê, com os DJs Geraldo Oliveira e Rodrigo Brandão
 
 
>> Exposição Sombras no Sol
Artista: Iberê Camargo
Curadoria: Eduardo Haesbaert e Gustavo Possamai
Local: 4º andar
Período de exibição: até 14/01/18.
Visitação: sábados e domingos, das 15h às 20h.

 

>> Exposição Vivemos na Melhor Cidade da América do Sul
Artistas: Adriano Costa, Alair Gomes, Anna Franceschini, Beto Shwafaty, Carlos Vergara, Caroline Valansi, Débora Bolsoni, Dominique Gonzalez-Foerster, Guga Ferraz, Guerreiro Do Divino Amor, Hélio Oiticica, Iberê Camargo, Joe Williamson, Maria Sabato, Mario Testino, Manoela Medeiros, Marcos Chaves, Miúda, Pedro Flutt, Pedro Victor Brandão, Pedro Rocha, OPAVIVARÁ!, Oliver Bulas, Raymundo Amado, Rodrigo Matheus, Romain Dumesnil, Rosângela Rennó e Vivian Caccuri.

Curadoria: Bernardo de Souza e Victor Gorgulho
Local: 2º e 3º andares
Período de exibição: até 17/12
Visitação: sábados e domingos, das 15h às 20h

Quanto: ENTRADA FRANCA
Onde:: Fundação Iberê Camargo.
End.: Avenida Padre Cacique, 2000.
 
 
Transporte: As linhas regulares de lotação que vão até a Zona Sul de Porto Alegre param em frente ao prédio, assim como as linhas de ônibus Serraria 179 e Serraria 179.5. É possível tomá-las a partir do centro da cidade ou em frente ao shopping Praia de Belas. O retorno pode ser feito a partir do Barra Shopping Sul, por onde passam diversas linhas de ônibus com destino a outros pontos da cidade.

 

Site: www.iberecamargo.org.br 
Fanpage: www.facebook.com/fundacaoiberecamargo
Instagram: @ f_iberecamargo
Visita virtual Google Artes & Culture - https://goo.gl/wYr75v

 

Sobre a Fundação Iberê Camargo

 

A Fundação Iberê Camargo é uma instituição privada sem fins lucrativos, criada em 1995, a partir de um desejo do próprio artista e sua esposa, Maria Coussirat Camargo, e com o apoio de amigos e empresários de Porto Alegre.

 

Há 22 anos, a Fundação desenvolve ações culturais e educativas com a missão de preservar o acervo, promover o estudo, a divulgação da obra de Iberê Camargo e estimular a interação de seu público com arte, cultura e educação, por meio de programas interdisciplinares. Seu acervo é formado por um núcleo documental, composto de documentos e imagens relacionadas à vida e à obra do artista, e um núcleo com a coleção Maria Coussirat Camargo, que inclui pinturas, gravuras, guaches, desenhos e estudos de Iberê Camargo, obras que o casal acumulou durante a vida.

 

A sede da instituição, inaugurada em 2008, foi projetada pelo português Álvaro Siza, um dos arquitetos contemporâneos mais importantes do mundo. O projeto recebeu o Leão de Ouro da Bienal de Arquitetura de Veneza (2002) e é mérito especial da Trienal de Design de Milão.

Referência arquitetônica na cidade de Porto Alegre, o prédio possui salas expositivas, átrio, reserva técnica, centro de documentação e pesquisa, ateliê de gravura, ateliê do educativo, auditório, loja, cafeteria, estacionamento e parque ambiental projetado pela Fundação Gaia.

 

Iberê Camargo

 

[Restinga Seca, 1914 - Porto Alegre, 1994] - Iberê Camargo é um dos grandes nomes da arte brasileira do século 20. Autor de uma extensa obra, que inclui pinturas, desenhos, guaches e gravuras, Iberê nunca se filiou a correntes ou movimentos, mas exerceu forte liderança no meio artístico e intelectual brasileiro. Dentre as diferentes facetas de sua vasta produção, o artista desenvolveu as conhecidas séries Carretéis, Ciclistas e As idiotas, que marcaram sua trajetória. Grande parte de sua produção, estimada em mais de sete mil obras, compõe hoje o acervo da Fundação Iberê Camargo.

 

*crédito da foto: Fábio Del Re.

 

 

 

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