Capitão Fantástico

Um dos indicados ao Oscar 2017 (melhor ator) já está disponível nas “locadoras”.  PoaCult viu, curtiu e te conta um pouco sobre o filme “Capitão Fantástico” (Captain Fantastic), do diretor Matt Ross (indicado à mostra Un Certain Regard, em Cannes) e estrelado por Viggo Mortensen, Frank Langella... e mais um bando de crianças hiper talentosas que renderam uma indicação também ao Prêmio do Sindicato dos Atores para Melhor Elenco!

 

 

Logo no início do filme vemos o que parece ser um rito de passagem do filho mais velho de Ben (Mortensen) e Leslie Cash (Trin Miller). Crianças de várias idades, rostos com pintura de guerra, munidos de machadinhas, arcos e flechas. Caçam uma rena (parece uma rena... acho) em meio à floresta. Quando conseguem matar o animal, consuma-se o rito - o pai marca o rosto do filho com o sangue do bicho, enquanto o garoto come o coração da rena...

 

Soa como uma história sobre uma tribo primitiva, mas foi a maneira que a família Cash resolveu criar seus filhos: em meio à natureza, com rotinas físicas e intelectuais muito rígidas para adaptarem-se a qualquer dificuldade; e que o filme trabalha com tanta habilidade que vai fazer você considerar a ideia de largar tudo neste mundo capitalista selvagem e se embrenhar no matagal ;)

 

Graças a esse treinamento, as crianças da família Cash são extremamente cultas e habilidosas. Conseguem recitar trechos de livros clássicos de cor, bem como desenvolver ideias a partir desse conhecimento, o que é muito divertido de se ver na tela, principalmente quando elas tem que confrontar o “mundo real”...

 

 

O filme vai ficando mais interessante quando um acontecimento força a família a conhecer a ‘civilização’, ao mesmo tempo em que os hormônios da adolescência começam a agir nos mais velhos e a divisão da família em questionamentos ao estilo de vida adotado pelos pais e que representam, ao mesmo tempo, o conflito interno de Ben. Esse pensamento de civilização é personificado no papel, feito sob medida, de Frank Langella, que interpreta o avô bem sucedido (em termos capitalistas) e que nunca aceitou a opção da filha de criar seus netos de uma maneira “exótica”.

 

Sem se importar com as aparências, sem julgamento, sem se importar com o “poder” que o dinheiro representa, Capitão Fantástico traz a tona a questão da escolha: será que a vida que decidimos levar é a certa? Se tivéssemos trilhado outro caminho, seria melhor? Estamos apenas mantendo as aparências, com medo de ser julgado?? Capitão Fantástico é um passo para longe desse medo e vai fazer você repensar algumas escolhas... Assista e a diversão está garantida e, quem sabe, algumas mudanças no seu estilo de vida, sem ser tão radical quanto o filme ;)

 

 

 

 

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