Era Uma Vez em... Hollywood [REVIEW]


Trilha espetacular - ok Diálogos afiados - ok Atuações fantásticas - ok Tarantino sendo Tarantino - meio contido, mas ok

O nono e penúltimo filme do diretor Quentin Tarantino é um recorte na história da Hollywood dos anos 60, tendo como pano de fundo os assassinatos cometidos pelos seguidores de Charles Manson. Como Tarantino já fez em Bastardos Inglórios, "Era Uma Vez em… Hollywood" é uma fábula que brinca de "e se…" subvertendo fatos e misturando personagens fictícios e reais.

O filme conta a história de Rick Dalton (Leonardo DiCaprio): um ator que atingiu seu auge na carreira, mas que ainda luta para encontrar seu big hit; e seu dublê, quebra-galho e melhor amigo Cliff Booth (Brad Pitt), que por conta de um passado suspeito, não tem melhor opção além de honrar a amizade e ficar colado a Rick.

Logo na abertura, o som do chiado da agulha em contato com o disco de vinil e o logotipo retrô da Columbia Pictures já indicam o cuidado que o diretor tem com cada detalhe de seus filmes. Detalhes que não foram respeitados nas legendas: notícias no rádio ou televisão passando no background das cenas, que ajudam na ambientação e no estabelecimento da época foram ignorados. Se você não manja um pouquinho de inglês, vai deixar passar alguns detalhes que são caros para Tarantino e, consequentemente, para seu público fiel. Não prejudica a experiência do filme, mas pode deixar um pouquinho incompleta.

Apesar do ritmo mais lento quando comparado aos filmes que antecedem, em “Era uma Vez..”, vemos todas as marcas registradas de Quentin Tarantino. Texto afiado e um trabalho de atores impecável: Margot Robbie como Sharon Tate, Dakota Fanning (irreconhecível), Mike Moh como Bruce Lee (meio caricato mas que se explica na historia) e a presença de Al Pacino – só para citar alguns exemplos - dão um brilho extra ao filme. E o senhor DiCaprio dá mais um show de atuação.

A participação de cada personagem, por menor que seja é carregada de significados - cada papel conta – nem que seja apenas para prestar uma homenagem àqueles que ajudaram Tarantino a ser o que ele é hoje: figuirnhas carimbadas como Michael Madsen e Kurt Russell estão presentes e ajudam a dar mais uma camada na história.

E o final do filme... Bom, no final, Tarantino mostra todas as qualidades que fizeram nascer o adjetivo "tarantinesco". “Era uma vez” retrata com fidelidade o que era viver e atuar em Hollywood naquela época, extrapola aspectos históricos, tem uma trilha sonora que volta e meia faz a gente bater o pé e batucar na poltrona no ritmo da música e, acima de tudo, nos deixa com um sorriso meio sádico ao sair da sala de exibição.

Assista "Era Uma Vez em... Hollywood" no cinema, pois pode ser a penúltima vez que assistiremos um Tarantino na tela grande - o cara falou que iria encerrar sua carreira no décimo filme, então, não perca!

Importante: Para quem não conhece a história de Charles Manson, recomendamos fortemente ler pelo menos este artigo na Wikipédia, pois é parte importante para a compreensão e méritos do filme. #ficaadica

"Era Uma Vez em... Hollywood" estreia dia 15 de Agosto nos cinemas.

Para ver o trailer e a sinopse clique aqui

#Agosto19

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