Guns N’ Roses em Porto Alegre [REVIEW]


Eleições americanas? Não. O maior evento do mundo aconteceu em Porto Alegre, no dia 08/11/2016 – Guns N’ Roses na presença de 47 mil pessoas que viveram pra contar a história. O PoaCult também tava lá e vai pelo menos tentar mostrar um pouco dessa história. Confere ae!

No meio da tarde do dia 08/11/2016, o entorno do Estádio Gigante da Beira Rio já estava repleto de fãs, ambulantes, famílias inteiras e diversas gerações unidas para o evento épico trazido à Porto Alegre pela Hits Produtora: Guns N’ Roses em grande parte da sua formação original – Axl Rose, Slash e Duff McKagan.

Nos dias que antecederam o show, já havia uma galera acampando em frente ao Beira Rio, o que dá a real dimensão do que iria acontecer na cidade.Chega o dia. Às 21h25, fogos de artifício em volta do gigantesco palco e a divertida música de abertura dos Looney Tunes anunciam o retorno do Guns: It’s So Easy, Mr. Brownstone e Chinese Democracy são as 3 primeiras, sinalizando que o o setlist executado na turnê latina seria mantido…

Feito o aquece, chega a hora da introdução clássica de Welcome To the Jungle. Axl berrando “You know where you are?? You’re in the jungle, baby! You gonna dieeee!” ecoou na noite da cidade… e então caiu a ficha: vai ser épico.

Slash, sempre com sua indumentária clássica – colete e cartola – assumiu os riffs de Better, da época do controverso álbum Chinese Democracy onde o Guns tinha uma formação bem diferente, com Axl nos vocais. Felizmente, para a gauchada, eles fizeram as pazes. Axl fez jus às aulas de técnica vocal retomadas e apagou da memória os últimos shows realizados em POA, onde, digamos, havia um certo desleixo por parte do cantor…

Correndo e atravessando o palco a todo o momento, Axl mostrou em Live and Let Die que a dedicação valeu a pena – o cara cantou MUITO e, pra quem é fã que nem a gente, foi lindo de ouvir o final de Rocket Queen com todo o potencial vocal que estávamos acostumados.

À luz da lua embaçada pelas nuvens, o batera Frank Ferrer nos brinda com a intro de You Could Be Mine, acompanhado do baixo característico do nosso queridão Duff McKagan. Agora imaginem um estádio lotado cantando o refrão da música…

Em seguida, confirmando o posto de queridão da banda, Duff dá seu boa noite pra galera e canta You Can’t Put Your Arms Around a Memory. When I Love lindamente performado por Axl e Civil War mostram toda a versatilidade da banda. No telão descomunal conseguimos ver o suor pingando dos braços de Mr. Rose, mostrando que ele não tava ali pra brincadeira. Logo após a execução de Coma, vem a apresentação da banda, quando chega a hora: “On the guitar… Ladies and gentlemen: Slash.”

Confesso que já vi e ouvi milhares de vezes Slash performando o tema do filme O Poderoso Chefão nos You Tubes da vida, mas ao vivo… ao vivo é algo que transcende a compreensão: um dos maiores guitarristas do mundo no auge da forma. Pra completar, o cara emenda um dos símbolos do rock n’ roll mundial: Sweet Child O’ Mine.

Como se não bastasse todos os hits da banda, o guitarrista Richard Fortus (que é praticamente o clone de Izzy Stradlin) manda um cover de Wish Were Here, do Pink Floyd, muito bem executado. Axl se posiciona a frente do palco e ajeita-se em seu piano…

Parênteses: neste momento, um ambulante para na minha frente, larga o isopor, pega uma ceva e entrega para uma moça. Ao dar o troco, o cara puxa um maço gordo de notas de 50 – o que fez este que vos escreve refletir sobre a profissão escolhida. Fecha parênteses.

Axl, a frente do palco no piano, traz a bela November Rain, em uma noite nublada de novembro… seguida da homenagem ao mais recente Nobel de literatura, Bob Dylan (te mete): Knockin on Heavens Door. A banda finaliza o show com a pedrada Nightrain e não espera muito para voltar para o bis: Don’t Cry – e mais uma vez o estádio cantando uníssono. Paradise City encerra essa noite histórica em que os porto alegrenses contarão para os seus netos. Axl esgaçando no vocal até o último minuto e Slash demolindo na guitarra. Chuva de papel verde e amarelo picado e fogos. Bandeira do Brasil com o símbolo do Guns no centro dela. Delírio total.

Nostálgicos e fãs mais exigentes dirão que alguns clássicos ficaram de fora, que o pique da banda não é o mesmo, mas em quase 3 horas de show não há do que reclamar da performance dos caras. Além do mais, ver o Axl de perfil me fez sentir bem - até que não to tão mal assim :D

Brincadeiras a parte vale ressaltar a organização de um evento desta magnitude: espetacular. Muitas pessoas auxiliando na orientação dos fãs, fazendo as filas andarem numa boa e não deixando ninguém sem a informação correta. Um ponto negativo foi o preço do estacionamento: 60 pilas é pra matar.

Teve também o espaço Sunset: muito legal, rolando um rock n roll de primeira para o aquecimento – só não conseguiu aguentar a quantidade de gente com fome na volta (o truck do Insano me deve 2 hot dogs – vou guardar os tíquetes para uma próxima ocasião ). Enfim, pequenos problemas pontuais que não mancharam em nada esse baita show. Casa cheia. Todo mundo feliz da vida por ter assistido uma parte da história do rock aqui na nossa cidade.

Um abraço

PoaCult

Texto: Adriano Moreira

Fotos: Peterson Brum e Katarina Benzova


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