'Bobo' e oficina no Teatro de Arena


A vai!ciadeteatro estreia no dia 13 de abril o espetáculo “Bobo”, uma investigação cênica em torno do processo de vir a ser um humano. A montagem, que integra a programação do Teatro de Arena 50 anos, fica em cartaz até o dia 30 de abril às sextas, sábados, domingos e segundas, sempre às 16h, com entrada franca. As senhas podem ser retiradas uma hora antes do espetáculo, na bilheteria do Arena.

Nos dias 17, 18 e 19 de abril, das 10h às 14h, a vai!ciadeteatro oferece a oficina gratuita “Memória, Corpo e Dramaturgia: uma experiência prática”, com dramaturgo João Pedro Madureira.

Espetáculo Bobo | vai!ciadeteatro. Quando: 13 a 30 de abril | Sextas a segundas-feiras. Hora: 16h. Local: Teatro de Arena (Avenida Borges de Medeiros, 835 – Escadaria do Viaduto da Borges). Entrada franca | Entrega de 90 senhas no local 1h antes da sessão.

Oficina com João Pedro Madureira Quando: 17, 18 e 19 de abril | Terça a quinta-feira. Hora: das 10h às 14h. Local: Teatro de Arena (Avenida Borges de Medeiros, 835 – Escadaria do Viaduto da Borges). Público alvo: atores, bailarinos, músicos, dramaturgos e cineastas, profissionais ou em formação. Vagas: 20 participantes e 10 ouvintes. Carga horária: 12h. Inscrições: enviar currículo e um parágrafo de intenção de participação até o dia 11 de abril para vaicia10anos@gmail.com. Os selecionados serão contatados até 13/04. Após conclusão da oficina, será enviado o certificado digital de participação.

Sobre Bobo Com direção e dramaturgia de João Pedro Madureira, o espetáculo conta a história de Bobo (Vinícius Meneguzzi) que, em seu quarto, interage com brinquedos que dão vida a personagens de seu cotidiano. Na relação com a mãe, na chegada do irmão recém-nascido, do novo animal de estimação, no primeiro dia de aula com os colegas da escola, ele vai experimentando sensações e conhecendo-se pelos encontros com os outros, e inventando a si mesmo, e civilizando-se. Sem o encontro com a limitação que o outro impõe ao desejo, a palavra liberdade sequer teria significado.

A dramaturgia desenvolvida, que prescinde de texto e de falas, traz uma problematização do modelo de narrativa comumente oferecida às crianças. Bobo vem mostrar que é possível contar uma história e oferecer uma experiência teatral potente, valorizando a expressividade e o movimento, as sequências de ação e a manipulação de objetos cênicos, tornando esses aspectos mais que acessórios. Assim, abre-se espaço para que as crianças e também os adultos se tornem espectadores ativos e criativos, capazes de operar em códigos outros que não apenas o da linguagem falada. Existe aí um ato de reposicionamento de valores, para além da forma. Ainda, a ausência de falas e a riqueza de imagens, por si só, tornam o espetáculo acessível para surdos, promovendo a inclusão de espectadores não falantes da língua portuguesa. Bobo pode ser compreendido (ou não) em qualquer lugar do mundo.

Sobre a oficina João Pedro Madureira propõe o compartilhamento da metodologia do trabalho com atores que vem desenvolvendo ao longo de dez anos como encenador. A partir de exercícios de exaustão física, dança pessoal e exploração de estados energéticos, entre outros, o corpo é colocado no centro da criação dramatúrgica, articulando-se com a memória do ator e com suas experiências íntimas. Este modo de trabalhar tem sido aprimorado e repensado a cada encenação do ministrante, chegando ao atual estágio no processo de criação de 'Bobo', peça ainda inédita da vai!ciadeteatro, de cujo material foram extraídas as propostas desta oficina.


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