Aos Sãos na sala Álvaro Moreyra


“Aos Sãos” é um espetáculo inspirado na história do manicômio de Barbacena, que abrigou durante décadas milhares de pacientes de modo desumano. É uma peça que se dedica a lembrar de um capítulo excluído da nossa história, destinado a todos nós. Aos sãos! Aos cúmplices da barbárie humana, que condenam os diferentes à margem, às marquises, às calçadas e às praças públicas.

Serviço:

O que: espetáculo “Aos Sãos”

Quando: de 5 a 22 de outubro, todas as quintas, sextas, sábados e domingos, sempre às 20h

Onde: Sala Álvaro Moreyra

Quanto: R$ 30 e R$ 15 (para estudantes, idosos, classe artística e municipários)

Ingressos antecipados: Loja Sirius (Rua da República, 304) e site http://www.entreatosdivulga.com.br/aossaos Duração: 50 minutos

Sobre o Espetáculo

Lembrar os esquecidos, os marginalizados, os jogados fora. Este foi o principal impulso para a criação do espetáculo “Aos Sãos”, que volta à cartaz no mês de outubro. A peça, que foi ganhadora do prêmio Revelação 2016 nas categorias Melhor Espetáculo e Melhor Direção, para Thais Andrade, agora estreia no circuito profissional de teatro. A temporada terá 12 apresentações, de 5 a 22 de outubro, na Sala Álvaro Moreyra.

“Aos Sãos” conta a história de cinco pacientes psiquiátricos internados no Hospital Colônia de Barbacena, Minas Gerais, o maior sanatório do Brasil. Ao contar essas histórias, a peça retrata a realidade das milhares de pessoas internadas no lugar pelas mais diversas causas, a maioria sem nunca ter tido um diagnóstico de doença mental. Através das micro relações estabelecidas entre as personagens, o espetáculo chama a atenção para as condições desumanas que os pacientes eram submetidos: a desnutrição, o frio, os tratamentos de eletrochoques, as doenças e a venda de cadáveres para diversas universidades públicas do país.

De acordo com a diretora Thais Andrade, “Aos Sãos” é uma forma de não esquecer essas pessoas e lembrar de uma parte da história do Brasil que, inclusive, corre o risco de voltar a ser realidade. “Temos lido diversas notícias que falam que o modelo psiquiátrico manicomial está voltando a ser discutido pelo Ministério da Saúde. O coordenador de Saúde Mental do governo Temer defendeu esse modelo, o que é um retrocesso sem tamanho, além de uma perversidade com a vida humana”, defende Thais.

Para trazer o assunto à pauta, serão organizadas rodas de conversa após as sessões de sábado com profissionais da área da saúde. A ideia é, além de falar sobre o espetáculo, debater sobre o modelo de saúde mental vigente no país.

Ficha técnica:

Direção: Thais Andrade

Atuação: Bruna Casali, Juliana Wolkmer, Luiz Manoel Oliveira Alves, Rafael Bricoli e Raíza Auler Rolim

Dramaturgia: Bruna Casali, Juliana Wolkmer, Luiz Manoel Oliveira Alves, Rafael Bricoli e Raíza Auler Rolim, Thais Andrade

Trilha sonora: Maithan Timm Knabach

Iluminação: Thais Andrade

Figurinos: Sandra Amorim


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