Sopros - Dança contemporânea


Prêmio FUNARTE Klauss Vianna de 2015, o espetáculo de dança contemporânea neoclássica Sopros, da Companhia H de Porto Alegre/RS, é fruto de uma pesquisa continuada de movimentação, coreografia e improvisação inspirada no conceito de ‘sopro’ em um sentido amplo, buscando uma fusão com elementos nativistas gaúchos, interpretado por bailarinos de formação heterogênea.

Recentemente o Espetáculo percorreu o Brasil, espalhando os Sopros do Sul pelos quatro cantos do país. As cidades de Caxias do Sul (Março), Palmas/TO (Abril), Rio Branco/AC (Abril) e Natal/RN (Maio), Bento Gonçalves (Setembro) e agora, Porto Alegre.

SOPROS – CIA H

Direção e Coreografia: Ivan Motta

29 e 30 de setembro e 01 de outubro, às 20h

Sala Álvaro Moreyra

ENTRADA FRANCA – retirada de senhas 1h antes do espetáculo

OFICINAS

30 de setembro, às 10h e 14h

inscrição: lukaibarra@gmail.com

Ficha Técnica

Direção e Coreografia: Ivan Motta

Ensaiadora: Rossana Scorza

Elenco: Adriano Oliveira, Andressa Pereira, Letícia Paranhos, Roberto Volkmann, Mariano Neto e Samuel Rodrigues

Produção : Lucida Desenvolvimento Cultural/Luka Ibarra

Assistente Geral: Ana Paula Reis

Criação de Luz: Maurício Rosa

Operação de Luz: Luka Ibarra

Trilha Sonora Pesquisada: André Birck

Operação de Som: André Vinowski

Fotografias: Claudio Etges

Design Gráfico: Carolina Rosa/Saline Boom

A PESQUISA EM DANÇA

A Companhia H é uma companhia de dança contemporânea que possui 18 anos de existência e já produziu mais de 10 espetáculos. Desde a sua estreia, pautou-se por ser um grupo independente, sendo capaz de abranger diferentes temáticas e contar com um elenco de bailarinos muito diverso e qualificado, agregando técnicas que vão desde as danças urbanas até o método Axis Syllabus, passando pela dança clássica, moderna e contemporânea.

O espetáculo Sopros surge de um processo sequencial de pesquisa amadurecida ao longo de três anos, e que passou por diferentes montagens e elencos, alcançando então a maturidade de um trabalho poético e estético. A pesquisa se iniciou com o estudo do ‘sopro’ em sentido amplo: sopro como leve agitação no ar, vento, brisa e viração; sopro como respiração, suspiro e arrepio; vontade, movimento, coragem e fôlego; sopro como patologia no coração que pode ser benigna ou maligna; sopro como exalação interna e externa do corpo e do movimento.

Neste sentido, pesquisou-se uma trilha sonora que aproximasse a relação dos sopros, sem a literalidade de escolher um concerto de flautas. Ainda, A relação do sopro com as diferentes paisagens e tradições, a exemplo da utilização do conceito de sopro como continuação da vida na cultura toré, por exemplo, e os diferentes ritmos de sopros (via instrumentos como flautas e ocarinas) das mais variadas culturas originais, levaram à aproximação do conceito com a cultura regional. O sopro do vento minuano e o sopro do acordeon típicos gaúchos foram o norte de uma pesquisa de elementos nativistas para a composição das coreografias e da trilha sonora, que é formada por faixas de música instrumental voltada ao estilo gaúcho, sem ser uma música tradicionalista.

Assim, o espetáculo adquire um caráter contemporâneo, pela sua heterogeneidade na formação do corpo de baile, e clássico pela utilização de elementos nativistas, na música e no figurino. Promove-se assim, uma fusão entre o neoclássico, o moderno, e o urbano, em dança e música.

OFICINAS

O projeto Sopros contempla ainda a realização de duas oficinas gratuitas, uma de Contempurbano, com Driko Oliveira, Mariano Neto e Letícia Paranhos, que combinam três estilos em uma oficina só, - e uma de Produção Cultural, com Luka Ibarra, visando a elaboração e a formatação de projetos. A Companhia H circulou pelo Brasil em busca de novos ares pra apresentar uma pesquisa amadurecida, calcada na excelência e heterogeneidade de seus bailarinos, em uma fusão temática, músico e coreográfica, e agora, geograficamente poética.

Contempurbano

Driko Oliveira, Mariano Neto e Letícia Paranhos, combinam os três estilos abordados no espetáculo em uma oficina só. Os professores apresentarão seus trabalhos de pesquisa na mistura dessas linguagens na dança, usando três bases: Ballet Clássico, Danças Urbanas e Dança Contemporânea. O trabalho remete às possibilidades ilimitadas de transformação do movimento mais puro a partir da combinação das diferentes técnicas.

Exercício Prático de Elaboração de Projetos

A inscrição de projetos em um processo seletivo não implica apenas em se ter uma boa idéia para um espetáculo ou produção artística. É preciso compreender os interesses dos avaliadores e suas limitações – e utilizar-se disso para a escrita de um material conciso, capaz de ser realizado e coerente com o edital a que se aplica. A oficina é fundamentada em exemplos práticos de projetos premiados, ministrada por Luka Ibarra.

Apresentação dos Professores

Driko Oliveira – Bailarino e coreógrafo da Companhia Municipal de Dança de Porto Alegre, dirigida por Airton Tomazzoni e Débora Leal; bailarino da Ânima Companhia de Dança, dirigida por Eva Schul; e Companhia H, de Ivan Motta. Indicado a melhor bailarino da cidade de Porto Alegre no ano de 2015. Vencedor do troféu de destaque em Danças Urbanas no ano de 2013.

Mariano Neto – Ex - bailarino e atualmente coreógrafo da Companhia Municipal de dança de Porto Alegre, foi escolhido nos anos de 2003, 2006, 2008 e 2010 como o Melhor bailarino da cidade de Porto Alegre. Atualmente é bailarino da Companhia H, de Ivan Motta.

Letícia Paranhos – Bailarina da Companhia Municipal de dança de Porto Alegre, da Companhia H e da Muovere Companhia de dança, dirigida por Jussara Miranda. Atriz, também integra o núcleo de Produções Artísticas da Cia teatro Novo do DC.

Luka Ibarra – Stage Manager nas Cerimônias de Abertura e encerramento Olímpico, e abertura Paralimpica. Venue manager da Copa do Mundo FIFA 2014. Vencedora do Prêmio Klauss Vianna de Dança em 2010, 2013 e duas vezes em 2015; e também vencedora do Prêmio Boticário na dança 2014 e 2015. Produz a Cia Municipal de Dança de Porto Alegre, a Companhia H, A Ânima Companhia de Dança entre outras.


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