Ana Carolina em Porto Alegre [review]


Ana Carolina já é habitué dos palcos de Porto Alegre. No dia 12/05/2017 ela novamente deu um tostão de seu vozeirão por aqui. O PoaCult foi assistir a atração trazida pela Hits Entretenimento ao Teatro do Bourbon Country e te conta como foi.

Vamos combinar, né? Ana Carolina é uma força da natureza. Além de cantar ela toca diversos instrumentos, é arranjadora, produtora, empresária... Some-se a isso mais de 15 anos de carreira artística e tu tens um baita show – e também muito divertido, pois Ana utiliza de toda sua bagagem para prender seu público, seja cantando, declamando ou protestando com bom humor... e a voz... O que essa guria faz com a voz somente uma palavra pode descrever: BAH!

Às 21h18, Ana Carolina sobe ao palco acompanhada de Leonardo Reis na bateria/baixo/pandeiro (e onde mais der pra batucar) e Thiago Anthoni nos teclados e programação. Só esses 3 já fazem um estrago quando começam com “Pole Dance”, “Bang Bang 2” e um mix de “Esperta”, Você Não Sabe e “Cantinho”, sem dar nem um intervalinho pra respirar. O swing (sem conotações...) de “Eu Comi a Madonna” mexeu com as fãs gaúchas que mandaram um “Ana, eu te amo!”, que ela retribuiu com um “eu vou comer vocês...” ;)

No momento protesto, Ana lê a divertida, mas contundente Carta de Cabral ao Rei de Portugal (veja no fim da matéria) para, em seguida cantar “Combustível”, estilo voz e violão. Um pequeno defeito no som, aparentemente no violão... no fim da música, ela pega seu celular que está em uma mesinha ao lado – sim, ela levou o celular pro palco – e recita algumas frases de Fabrício Carpinejar, presente no show. Quem estava presente também era o parceiro de longa data, Antônio Villeroy, compositor gaúcho que tem diversas músicas gravadas por Ana Carolina. A primeira delas foi “Pra Rua Me Levar”.

O problema no som do violão persiste e Ana “perde” a paciência (mas nunca o bom humor): - "Alex! Pode ajeitar o som do violão? Tá estourando. Tá muito duro... Tá certo que eu gosto de coisa dura, mas tá demais...” “Eu to virando o Tim Maia...de tamanho eu já to quase igual.” E o assistente de palco Alex teve seus minutos de fama, enquanto tentava ajeitar o som em frente as gurias da primeira fila.

Som consertado, era a vez de “Cabide”, música que fez sucesso na voz de Mart’Nália e que Ana mandou ver na voz/violão/pandeiro. “Um Dia, Um Adeus”, de Guilherme Arantes foi belissimamente executada por Ana acompanhada do piano de Thiago Anthoni. Para balancear, ela toca “uma musiquinha que ela precisa fazer em todo show” e surpreende com “Hoje”, da cantora Ludmilla (e ficou beeem legal).

Volta e meia, entre as músicas, Ana Carolina pega seu celular pra tirar umas selfies, filmar a galera e recitar novamente Carpinejar* (enquanto espera Alex trazer o violão..). Ela aproveita também para discorrer sobre letras de música que são cantadas erradas, como Garganta, a qual uma fã disse que adorava aquela parte “me criei meio sei lá...”**. Ana achou melhor manter uma fã do que corrigir a guria... Logo após, Leo Reis assume o baixo e manda um “O Meu Sangue Ferve Por Você”, de Sidney Magal. Depois, Ana e Thiago fazem um duelo de pandeiros espetacular, para logo em seguida emendar “Erva Venenosa”, de Rita Lee e aí ninguém mais sentou até o final do show. Em “Garganta”, Ana mostra todo o seu potencial vocal e ainda presta uma homenagem à fã citada anteriormente, cantando o trecho “me criei meio sei lá” :) O show encerra com “Elevador” e fãs plenamente satisfeitos por uma noite de música muito boa e, acima de tudo, pela companhia divertida de Ana Carolina.

Texto: Adriano Moreira

Fotos: Peterson Brum

*"Alguém dentro de mim mente para me proteger." (Fabrício Carpinejar)

*"Atendi o pedido de meus pais, de não falar com estranhos e até hoje não me escuto." (Fabrício Carpinejar)

**A saber: “me criei meio SEM LAR” ;)

Carta de Cabral ao Rei de Portugal - Ana Carolina


61 visualizações

© Site orgulhosamente criado pela equipe PoaCult para você.

Faça contato conosco, envie e-mail para poacult@poacult.com.br