Patsy

Cecato

Atriz, diretora, produtora e dramaturga. Nascida em Florianópolis/SC, muito cedo se mudou para Porto Alegre, onde iniciou sua trajetória profissional, em 1980, em uma oficina que o grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone fez na capital gaúcha.

 

A partir deste momento, nunca mais parou.  Destacada como atriz e diretora, Patsy também é co-autora de diversas peças teatrais, dentre elas o sucesso “Manual Prático da Mulher Moderna”, recentemente apresentada dentro da 2ª Mostra Tragicômica de Teatro.

Atualmente, Patsy coordena a produtora e a escola Cômica Cultural e vem daí o seu mais novo projeto: “Experimentos sobre autores Contemporâneos”. Um evento cultural trimestral que estudará um autor contemporâneo diferente, envolvendo os diretores e atores da Cômica Cultural.  

 

Em entrevista ao PoaCult, Patsy contou um pouco sobre a escolha do autor, da obra e o que o público poderia esperar nas apresentações que aconteceram em um final de semana em Porto Alegre.

Confira!

PC- Como surgiu a ideia de criar o evento cultural “Experimentos sobre autores Contemporâneos”?

Sempre gostamos de trabalhar com teatro e literatura. Nosso primeiro impulso é trabalhar com dramaturgia brasileira e o segundo é adaptar a literatura para o teatro. Este projeto surgiu quando entramos no Edital Usina da Cultura 2012 para administrar um espaço cultural na Usina do Gasômetro. Os experimentos sobre autores contemporâneos foi uma sugestão do Anderson Alabarce – integrante do Conselho do Espaço Cultural Cômica 504. Como, enfim, ganhamos o espaço, estamos colocando em prática o que foi planejado.

PC- E a escolha dos autores que serão trabalhados?

O Lourenço Mutarelli nos foi trazido pelos componentes da Cia. Anderson Alabarce, Thiago Tavares e Alessandro Peres. Um autor instigante e com uma escrita contemporânea e que trabalha em vários níveis de compreensão e de sensibilidade do leitor. Daniel Galera foi uma sugestão de Catharina Conte por ele ter um olhar singular sobre a vida de seus personagens. E, Miranda July, foi uma descoberta minha. Uma autora multi mídia que escreve, filma, fotografa e que nos traz personagens sempre perdidos, loucos e sempre à margem do mundo e de si mesmos. Todos tem em comum, esta visão deformada da vida como ela é.

PC- Na obra “Nada me faltará”, Mutarelli trata especificamente de um dos elementos característicos da sua obra: o limite incerto entre a loucura e a insanidade, além da questão da incomunicabilidade. O que te levou a escolher esta obra?

 

Tinha quatro livros para escolher um ou trechos de todos. Eu não sabia nada do que me esperava. Nada me faltará foi o primeiro que eu li. Li no domingo pela manhã, antes mesmo de me levantar e na verdade, não me levantei mais. Passei o dia na cama adaptando com caneta e papel. No fim do dia a peça estava pronta na minha cabeça. Enquanto eu adaptava vieram imagens de vários sonhos que eu tinha tido nos últimos tempos. Sempre sonhos em que eu era uma estranha em algum lugar. Foi uma viagem bem distante.

PC- O que o público pode esperar com estas apresentações?

Um pouco do universo criado por este autor tão singular e genial. Seu texto é cinematográfico e seus personagens envolventes. Podem esperar sair diferentes de como entraram...

 

*** Entrevista publicada originalmente em 23/08/2012

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