Pablo

Dias

Um artista em ascensão… Gaúcho de Porto Alegre, descobriu na infância sua verdadeira vocação: cantar e levar sua música além das fronteiras do sul! Com seu violão na mochila, parte para o exterior em busca de sua essência e de crescimento pessoal…

O resultado desta experiência?


É o que você confere na entrevista com Pablo Dias!


O PoaCult bateu um papo com esse grande músico e cantor, que vem se apresentando em Porto Alegre e encantando à todos com seu som e com seu jeito de ser. Ao lado da Goiabanda, Pablo Dias vem trilhando uma carreira de sucesso…

 PC – Como foi a experiência de sair da tua cidade, do teu País e desembarcar em Londres? Já tinhas tido esta experiência?

Essa experiência foi sensacional: uma mistura extrema de medo e euforia. Eu desembarquei em Londres com a minha bagagem, meu violão e um número de telefone. Tinha que ligar para esse número para descobrir onde eu iria dormir na primeira noite, eu não tinha nem ideia onde tinha que ir. Essa ideia de não ter nada alem do violão (de começar do “zero”) deu origem ao nome do projeto com o qual me apresentei pela capital inglesa: O Projeto Zero. Eu pretendia usar esse nome tambem no Brasil, mas por questões de Marketing acabamos mudando de ideia um pouco antes do lançamento do álbum The Sound of Simplicity.

PC – Parafraseando a tua música, não foi de uma hora para outra que a tua carreira começou… Como se deu o início da carreira do Pablo Dias? Como foi a experiência junto à banda Paradoxo?

É…é um processo longo. Ainda está sendo na verdade! hehe. Desde criança sonhava em ser cantor e compositor, desde os tempos da creche…Em 2007 montei a primeira banda. Depois de trocas de formação e (muitas) trocas de nome chegamos à Paradoxo que foi o primeiro trabalho concreto que tivemos. Sempre foi um mercado difícil, ainda mais quando não se tem muita experiência. A Paradoxo serviu como alicerce para os trabalho seguintes, tanto em termos musicais, quanto cancha de palco, negociações, organização e até gravação.

PC – Os anos fora te deram muita experiência… De volta ao sul, qual o direcionamento que tu dá para tua carreira? Quem são as grandes influências do Pablo Dias?

Transmitir a tua mensagem para alguém e a coisa mais gratificante para quem compõe. O reconhecimento pelo teu trabalho é um reflexo disso…esse é o objetivo que tenho, esse reconhecimento. Influências são inúmeras! Eu, diferente de muitos amigos meus, não costumo “deletar” músicas das minhas playlists, vou só adicionando. Hoje em dia tenho uma playlist que abrange desde meus 14 anos até hoje, mais ou menos hehehe. Vou citar alguns artistas que me influenciaram muito, mas há muitos outros: Renato Russo, Cazuza, Tiago Iorc, Djavan, Tom Jobim, Charlie Brown Jr., Chico Buarque, Engenheiros do Hawai, Cidadão Quem, Nenhum de Nós,Lulu Santos,  Demonios da Garoa, Gabriel Pensador, John Mayer, Red Hot Chilli Peppers, Nirvana, Foo Fighters, Jack Johnson…e a lista não para! haha

PC – Atualmente tu te apresentas ao lado da Goiabanda.  Como se deu esta junção e para que público vocês se apresentam hoje? Qual a mensagem que vocês querem passar com o som de vocês?

A Goiabanda é hoje uma extensão da minha família. Fazemos muitas coisas juntos e passamos muito tempo juntos. Antes de sermos colegas na banda, éramos (e somos) amigos. O Garça (guitarra) é meu colega de colégio, nos conhecemos desde os 9 anos de idade. Ele era membro da Paradoxo, tocamos juntos há muitos anos. O Kerpen (bateria) é meu veterano da facldade, a gente tocava nos mesmos shows (em bandas distintas) e ficamos muito amigos, um dia vi ele batucando com duas canetas no meio da aula e o convidei pra tocar num show com a gente (Paradoxo). Quando voltei de Londres era ele quem fazia todos os shows comigo. O Goiaba entrou bem depois, a gente conheceu ele na faculdade tambem. Ele via nossos shows e conversava com a gente depois deles, sempre com aquele sorrisão da cara. Ele já tocava baixo em outra banda e quando chamamos ele pra tocar com a gente ele aceitou na hora. O nome “Goiabanda” é uma brincadeira com o apelido dele, obviamente hehe.

O nosso som tem temas variados, muitas músicas com conotações políticas (indiretas ou não) “Maniqueismo”/”Breakaway”, algumas sobre devaneios “Frágil”/”Ampulheta”, algumas contam histórias de situações vividas “Somerset House” e algumas são sobre filosifias de vida “Não é de uma hora pra outra”/”Nova Bossa” e ideiais. Cada canção tem uma mensgem diferente, seria impossível resumir todas numa só. Há canções sem uma mensagem profunda, que tem como único objetivo transmitir felicidade a quem escuta, como “Noite de Luar”

PC – O PoaCult surgiu da necessidade de divulgar tudo de melhor que a capital oferece, em seus mais variados gêneros: música, artes, teatro, enfim… O nosso maior objetivo é  divulgar os talentos da terra que, na maioria das vezes, não encontram espaço para divulgação. Na tua opinião, qual a importância destes espaços na divulgação do teu trabalho e no trabalho da Goiabanda?

Esses espaços são fundamentais. Existe uma barreira gigantesca entre a grande mídia e os novos artistas. Quantos programas de artistas novos de porto alegre ouvimos nas rádios da capital? Não é uma questão de ir atrás, a grande mídia não tem interesse em divulgar ou colaborar conosco. É muito mais confortável tocar só o “certeiro”, o “sucesso” garantido, muitas vezes importado dos EUA. Em contrapartida à grande mídia, existem portais como o PoaCult, espaços que querem descobrir o que há de novo e compartilhar isso com o público.  Tem muita gente boa pelas ruas! Participo de um movimento chamado Autoral Social Clube que reúne grandes compositores e que faz esse link entre artistas e público, provando que existe sim público pra boa e nova música porto alegrense, público esse que quer estar por dentro da arte que está sendo feita aqui na nossa cidade. E viva a internet que dá a portais como o PoaCult a possibilidade de ser lido e acompanhado de qualquer lugar do mundo!

PC – O que o público pode esperar do Pablo Dias e da Goiabanda?

A gente está atualmente trabalhando no segundo disco. As músicas estão prontas (melodia, ritmo, letra e harmonia), estamos trabalhando na produção e nos arranjos agora. Nossa ideia é lançar esse disco no início do ano que vem, mas ainda temos que captar recursos para tal. Mas pra ir adiantando as coisas, pretendemos fazer alguns shows de divulgação desse disco (ainda esse ano), pra mostrar pro pessoal as músicas e poder contar com a participação/sugestões do público.

Além disso, estou trabalhando na gravação acústica de uma música do primeiro álbum pra lançar um novo clipe em breve…segredo! haha

**** Entrevista originalmente publicada em 06/10/2014

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