Leo

Bello

Ator, Executivo, Empresário, Bacharel em Turismo e Jogador de Futebol (sem clube) - como ele se denomina...


Em 2011, por ocasião dos 105 anos de Mário Quintana, lá estava Léo, dando vida á um dos cozinheiros da peça "Tem Quintana na Casa".


O PoaCult esteve lá e conferiu de perto a atuação de jovem ator, praticamente iniciando sua carreira que hoje conta com trabalhos importantes, como "O Anexo Secreto" - Adaptação da obra "O Diário de Anne Frank", "A Filha da Escrava", "Umbigando" e tantos outros..
Confira!

PC- Como foi a experiência de dar vida aos fragmentos de Quintana no ano em que ele comemoraria 105 anos?

Bom, eu sou um ator iniciante, estou começando a viver esta experiência há apenas dois anos e dar vida á obra de Mário Quintana, na Casa de Cultura Mário Quintana, na semana de aniversário do poeta, sem dúvida é muito emocionante, estou sem palavras ainda. Fiquei muito emocionado e empolgado quando recebi o convite e graças à Deus, a resposta foi boa, está aí e eu estou muito feliz.

PC- Como foi a tua preparação para encenar as obras do poeta? Tu já tinhas este contato com o universo de Quintana?

Foi uma grande oportunidade poder retomar a obra de Quintana, que a gente vê muito quando está na escola. Me distanciei das obras do Mário por diversos motivos, por outras leituras e o convite também veio como uma forma de eu me reaproximar do poeta. Tive que ler muito, pesquisar e me dedicar de fato ao que ele nos deixou, tanto que as duas poesias que uso na peça foram escolhidas por mim. Foi um exercício muito bom, pesquisar, ler e, acima de tudo, entender o que ele queria dizer com aquele poema ou com aquela poesia. Foi como unir o útil ao agradável, bom demais!

PC- Mário Quintana nos deixou na década de 90. Fazendo as contas, na época tu ainda eras uma criança, hehehehe. Na tua opinião, qual a importância de apresentar o poeta para uma geração que não teve a oportunidade de conhecer as obras do Mário?

É realmente muito importante trazer à tona o universo das obras de Quintana. As crianças hoje recebem muitos tipos de leitura, materiais didáticos produzidos pelas Secretarias e órgãos competentes e eu acho que assim como Quintana e Monteiro Lobato, este tipo de literatura são uma fonte maravilhosa, então a importância é enorme.  A tecnologia hoje tira um pouco do exercício da imaginação das crianças. Hoje elas têm acesso a vídeos, seus desenhos preferidos e esquecem dos livros.  Lembro que quando eu era criança, eu pegava os livros, deitava no chão e aquilo era um exercício fantástico, eu criava a história na minha imaginação. Hoje me parece que muitas perderam esta fantasia, elas já tem tudo pronto. Não se brinca mais de carrinho, de boneca. É mais fácil ir para frente do computador que já tem todo um universo criado, enfim. Por isso, ter acesso ás obras de Quintana e Monteiro Lobato se faz importante, te faz criar e usar a imaginação, enfim.

PC- Assim como estás começando a tua carreira de ator, nós estamos começando a dar vida ao PoaCult. Que recado deixaria a quem está lendo esta entrevista?

(risos). Sou suspeito para falar alguma coisa. Mas fiquei muito feliz pela divulgação, pelo carinho, pelo apoio, enfim. Só tenho a desejar sucesso e que bom termos mais um canal de divulgação da cultura porto-alegrense, que sempre faz falta.  Ás vezes tu vê algo em um jornal, mas não tem foto, não tem maiores informações, uma maior divulgação, enfim. Daí recorro aos blogs e agora, vou me atualizar através do PoaCult.  Sucesso e parabéns pela iniciativa!

 

**** Entrevista originalmente publicada em 01/08/2011

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